ESPORTES

Painel com quatorze metros de comprimento e dois metros e meio de altura. Plano de fundo, seis fotos de Mike Ronchi, ampliadas na altura do painel. O painel contém uma T.V., localizada próxima dos primeiros documentos à esquerda do painel.  Da esquerda para a direita, estão distribuídas datas de realização dos eventos esportivos para pessoas com deficiência: 1988, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2016. Os quarenta e um documentos do painel estão descritos no módulo 1, denominado “Eventos esportivos de 1988 a 2016”. Título do painel na cor rosa escuro, localizado no topo superior esquerdo. Afora as fotos cedidas por Mike Ronchi e a do Acervo da Associação para Educação e Esportes, Cultura e Profissionalização da Divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas – AEDREHC, o material em exposição é do acervo do professor Vanilton Senatore. Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3 Módulo 4 Módulo 5 Módulo 6 vídeo Paraolimpíadas Brasil

No ano de 1945, soldados ingleses e franceses mutilados pela segunda grande guerra mundial foram estimulados pelo dr. Ludwig Guttmann, neurocirurgião, alemão refugiado na Inglaterra, a utilizarem o esporte como reabilitação.  Em 1948, o dr. Guttmann organizou os primeiro jogos para pessoas com deficiência, em paralelo às Olimpíadas de Londres, na cidade Stoke Mandeville, dando início ao hoje conhecido movimento paraolímpico.
O termo “para” de paraolimpíadas é um prefixo grego que significa “ao lado”, e não guarda relação com o termo “paraplegia”.
No final da década de 1950, exatamente em 28 de julho de 1958, surge no Brasil o Clube dos Paraplégicos de São Paulo, originado pela equipe de basquete denominada Ases da Cadeira de Rodas, e o Clube do Otimismo no Rio de Janeiro. Ambos passaram a representar o Brasil em jogos nacionais e internacionais e se tornaram o exemplo para a criação de outros clubes, a partir da década de 1960. 
Desde 1971, o Brasil participa dos jogos Pan-Americanos; desde 1972, das Paraolimpíadas; e desde 1983, dos Jogos Mundiais de Verão das Olimpíadas Especiais; e segue até os dias atuais trazendo ao país inúmeras medalhas de ouro, prata e bronze.
O esporte, a pintura, a dança, a expressão teatral e a música tendem a aproximar as pessoas por suas habilidades, reduzindo as diferenças e reduzindo as percepções geradas pelo preconceito e pelo estigma.
As conquistas do Esporte não são apenas os recordes representados pelas medalhas e pelo empenho dos atletas, mas também representa uma conquista da sociedade, atualmente muito mais predisposta à diversidade e à inclusão. 

Plano de fundo, fotos Mike Ronchi
1ª Foto: Futebol: três jogadores com vendas nos olhos driblam a bola. Efeitos: fundo da foto colorido e embaçado; primeiro plano, a dos jogadores, na cor preta e branca.
2ª Foto: Natação: detalhe da foto original com foco no atleta sobre prancha, em posição de largada. Foto preto e branco.
3ª Foto: Basquete: Dois atletas sobre cadeira de rodas, um prepara jogada, enquanto o outro, braço direito estendido, mão aberta, tenta interceptar a bola. Efeitos: fundo colorido e atletas nas cores preto e branco.
4ª Foto: Lançamento de dardo: atleta, fotografada pelas costas, preparada para lançamento de dardo. Foto colorida.
5ª Foto: Goaball: detalhe da foto original, foco no tronco, braços e rosto do atleta. Atleta ajoelhado, mãos no solo, face virada para frente.  Efeitos: fundo colorido e atleta nas cores preto e branco.
6ª Foto: Prova de velocidade: atleta posicionado para largada, joelhos dobrados, dedos da mão direita no solo, cabeça inclinada para baixo. Efeitos: fundo colorido e atleta nas cores preto e branco. 
Indicação bibliográfica: RONCHI, Mike (fotos); SIQUEIRA, Sérgio Augusto de O. Paraolímpicos: os deuses de Atenas 2004. [s.l.]:Loterias Caixa, 2005. p. 29-97 (paginação irregular).

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